Diabetes canina: Quais os sintomas?

Atualmente, muitas doenças podem afetar o seu pet. Entre elas, está a perigosa diabetes canina. Isso porque essa condição afeta o cão de forma grave, e o número de casos apenas cresce no Brasil. Então, é ideal que o tutor conheça essa doença, os sintomas e tratamentos.

Além disso, muitas pessoas não sabem que existem alguns problemas crônicos que também podem afetar os animais. Isso significa que a diabetes não é apenas um mal para os humanos, mas para os pets também. Portanto, é preciso estar preparado.

Um ponto importante a ser notado, é que a qualidade de vida e os hábitos modernos podem influenciar nos casos. E isso é verdade tanto para humanos, quanto para os cães. O resultado final é que a diabetes canina pode ser fatal.

O que é a diabetes canina?

Em geral, essa doença é muito parecida com a condição que afeta os seres humanos. Dessa forma, são variados os motivos que podem levar o organismo do seu pet a parar de produzir a insulina. Também pode acontecer dele começar a produzi-la em quantidades insuficientes.

Com isso, a falta de insulina faz com que a glicose não consiga penetrar nas células. O resultado final é um cachorro sem energia e com excesso de açúcar no sangue. Assim, podem ocorrer complicações, como insuficiência renal e até cegueira.

O que causa a diabetes canina?

Como você viu acima, são diversos os fatores que podem levar o seu cão a desenvolver diabetes. Porém, é comum que essas condições acabem aparecendo de forma conjunta, o que fortalece ainda mais a doença. Eles podem ser:

  • Obesidade;
  • Inflamação do pâncreas, que é órgão que produz insulina (Pancreatite);
  • Excesso de gordura no sangue, ou Hiperlipidemia;
  • Administração inadequada de medicamentos;
  • Predisposição genética.

Além disso, também pode ser que os antagonistas hormonais influenciam no aparecimento da diabetes canina. Isso porque, nesses casos, a produção de outros hormônios acaba impedindo com que a glicose acesse o sangue do pet.

Dessa forma, é preciso considerar a herança genética dos cães. Em geral, isso faz com que algumas raças possam contar com maior predisposição para desenvolver diabetes. Elas são labrador, golden retriever, dachshund, spitz, poodle e schnauzer.

Entretanto, é claro que isso não é um indicativo infalível e irremediável de que os cães dessas raças vão, necessariamente, ter diabetes. Cada caso é um caso, e são diversos os fatores a serem considerados.

Quais são os sintomas da diabetes canina?

Agora que você já sabe como ela pode aparecer, é hora de conhecer os sintomas da diabetes em cães. Isso porque você, como tutor, deve poder identificar essa condição em seu pet e acionando os cuidados e tratamento necessários.

Além do mais, os sintomas podem dar alguns indicativos da doença ainda na fase inicial, o que facilita e aumenta as chances do tratamento. Sendo assim, inicialmente o cão pode apresentar:

  • Sede excessiva;
  • Aumento de apetite;
  • Cansaço e sedentarismo,
  • Maior frequência de vontade de urinar.

Outro problema comum que pode aparecer por conta da diabetes canina é o acúmulo de açúcar na urina do pet. Para saber se esse é o caso, preste atenção no xixi do cachorro, que deve começar a atrair formigas.

Com o tempo, os sintomas iniciais podem dar lugar a outros mais graves. Dessa forma, o cão pode apresentar insuficiência cardíaca ou renal, catarata, entre outras condições. Portanto, ao notar qualquer um dos sintomas, encaminhe o pet para um centro veterinário. 

Como é feito o tratamento da diabetes canina?

Atualmente, não existe uma cura para a diabetes canina. Sendo assim, o cão terá que viver para sempre com essa condição. Isso vai implicar em alguns hábitos de vida, como as aplicações de insulina.

Porém, é possível garantir uma melhor qualidade de vida para seu pet, o que também alonga a expectativa de vida dele. Um dos requisitos envolve a mudança na alimentação do cachorro. Mas, ela deve ser receitada pelo médico veterinário.

Outra dica é praticar alguns exercícios e brincadeiras específicas com o pet doente. Além disso, as fêmeas também devem ser castradas, já que a progesterona vai impactar na ação da insulina.

No caso das fêmeas, a castração também é indicada, porque a progesterona interfere na ação da insulina. Por fim, saiba que a prevenção é o melhor remédio. Cuide da qualidade de vida do seu pet.